Circuloaguiar
Diálogo com a familia e amigos num círculo em expansão
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Depoimento da Lídia –16 maio 2026 REVISTO Sobre a Xaninha e o TónioNaquela casa era tudo felicidade! Acho que Deus me pôs no lugar certo, na horacerta. Depois foi para lá a minha irmã. A porta estava sempre aberta para nós.A D Xaninha era uma pessoa com quem se podia contar. Não era uma amiga defachada. Agora já não há pessoas assim! Passamos momentos muito bons. Osdois eram gente de fé e de princípios. Muito amigo dos pobres. Dei muito amoràquela família e recebi muito amor. O Pedro era como se fosse o 8º filho.Quando o Senhor Toninho chegava, ia esperá-lo lá em baixo, ao fundo dasescadas, com os outros, e vinha com ele à frente, a dar-lhe a mão, porque era omais pequenino. Gostava muito de crianças! Às vezes, íamos para os montes, levávamosum pau na mão, para explorarmos a floresta. Muito giro! Eu, um dia, arranjei uma história, para pôr a Senhora D.Xaninha ciumento contei que o tinha visto com uma… Quando ele veio da empresa,ao fim da tarde, ela estava muito zangada. Então, eu disse-lhe assim: “Jáchega! Já chega! Isto fui eu que inventei tudo! Nunca os tinha vistozangados. Como eles eram tão amigos emtudo, tão monótonos, sempre de acordo, pensei: “Vou pô-la a ralhar, uma vez”! Oque a gente se ria, a D Xaninha e eu. Era um ambiente de muitas risadas. O paibrincava muito com os meninos. Poucas vezes se zangava com eles. Quem impunhamais a disciplina era a mãe. Mesmo à mesa tinha de estar tudo impecável, tinhamde comer direitinho. Quando o meu filho foi para lá, aprendeu tudo com ela,também tinha de comer direito. Com a D Xaninha, tudo tinha de ser tudoperfeito. As irmãs também eram umas senhoras, a família era muito ilustre. E avestir tinha um gosto fantástico. Estava sempre bem, como queria estar. Eram osdois iguais e tinham, um pelo outro, um amor são. Ele tinha, também, muito orgulhonela, e ela também gostava muito dele. Eram almas gémeas. E muito religiosos.Não sei como os filhos não continuam mais ligados à Igreja, eram obrigados air. (à sugestão de que a Lelé vai sempre à missa, como dantes, e a Isabelinhaaté faz voluntariado na paróquia, diz que não tem a certeza, porque já não convivecom elas no dia a dia). Mas da que era, então, muito pequena, com dois, trêsanos, diz: A Isabelinha era a minha querida, andava sempre de volta das minhassaias, a chamar Lídia, Lídia…Na empresa era outra coisa, o pai era muito duro com o filho.Em vida, nunca lhe deu o valor que tinha, não o tratou bem. Um exemplo é o casodo Porsche. que o Senhor Toninho foi buscar a um acidente, com a ideia de ficarcom ele. Conseguiu reconstrui-lo, pô-lo como novo. E, de repente, o pai encontrouum comprador e decidiu vendê-lo, sem lhe ter dito nada…. Ele queria teroutra vida, ir para o Canadá, mas a Senhora D Xaninha dizia: “Não dá, é muitagente, primeiro que os filhos cresçam, e noutro país…”. O Senhor Antoninho animava-a: “Vamos todos,vai também a Lídia e adaptámo-nos. Lá somos todos iguais, não há empregados epatrões. Todos vamos trabalhar e lá nos governamos”. Era muito generoso,um dia ofereceu-me um relógio. Foi o Tozinho quem teve a idéia, lembrou-lhe.“Tens lá tantos relógios, dá um à Lídia!”. O Senhor Toninhos respondeu: “Nuncatinha pensado nisso”. À noite, trouxe o relógio. Era muito feliz emcasa e muito triste no trabalho. Em casa, cantavam! Andavam à volta da mesa acantar “Oh, Malhão, malhão”. Quando íamos para a Aguda, com o irmão e os primosdos meninos, todos cantavam, também, formando grandes rodas. . Os últimos temposforam terríveis. A despedida foi um horror, ele sabia que ia morrer… Choravam os dois. Foi por causa da mãe que elepercebeu. Era excessiva… umas vezes dizia-lhe que comesse, outras que nãocomesse. Dizia coisas para a frente e para trás. Também compreendo a mãe. Aquiloperturbava-a. Era muito amiga dele. dele. Mas é verdade que os pais lhe complicavam a vida. Os telefonemas damãe…um dia o telefone estava avariado e ela pôs-me a culpa em cima.Desliguei-lhe o telefone! E o pai… de todas as coisas que lhe fez, a pior aindafoi tirar-lhe o dinheiro, depois da morte. Eles pensavam que a viúva casava outra vez, com sete filhos.Era impossível, por muito bonita que fosse. Era muita confusão. Os filhostambém não queriam. Punham-no a andar pela escada abaixo… Eu estava noLuxemburgo, quando ele morreu, e senti a sua morte. Entrou-me pela janela doquarto um pássaro preto. Eu[U1] pensei: foi hoje que o Senhor Antoninho morreu. Telefonei para saber notícias eele tinha, de facto, morrido, a Senhora D Xaninha estava a chorar. Contou-metudo depois. Ele gostava muito de mim. Para mim, era como da família. Depois que elemorreu, quando à noite nos sentávamos, sentíamos sempre aquele ruído que elefazia ao sentar-se no sofá. Parecia que ele estava lá, perto da gente. Ninguémse sentava lá. Ao princípio[U2] ,era muito estranho, mas, ao mesmo tempo, não tínhamos medo. Era uma pessoa quenão fazia mal a ninguém. Vinha para nos fazer companhia. O pai não chegoua saber o filho que tinha! Ele não pode realizar-se no trabalho. Em casa, aproveitavaa felicidade. Era muito alegre, a sua sorte foi ter encontrado uma mulherassim.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Xaninha - 7 filhos, 12 netos, 4 bisnetos (quase 5)
oa noite Manela
Aqui vai…
António José Barros Aguiar Pereira ( o Tosinho) Dirigente do CDS/PP de Gondomar, é licenciado em Relações Internacionais, pela Universidade Lusíada e vive em Matosinhos com Cristina Guimarães professora de Matemática no Ensino Secundário e residem em Matosinhos. Tem três filhos do 1º casamento: Inês Barbosa dos Santos Aguiar Pereira, médica anestesista, licenciada pela Universidade do Porto pela Faculdade ICBAS, é casada com o Pedro Brito treinador de futebol, dos sub 17 do FCPorto e têm uma filha de nome Benedita de 2 anos; António Barbosa dos Santos Aguiar Pereira, também médico, licenciado pela Universidade do Porto pela Faculdade ICBAS, é médico de Medicina Geral e Familiar em Alcochete; Carolina Barbosa dos Santos Aguiar Pereira também médica licenciada pela Universidade de Santiago de Compostela e está a tirar a especialidade em Medicina geral e Familiar em Gondomar.
Maria Teresa Barros Aguiar Pereira (a Nonó)
Licenciada em Direito pela Universidade Livre do Porto.
Técnica Superior do ICEP -Instituto do Comércio Externo de Portugal, agora AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, trabalha no Porto e reside em Espinho. Tem dois filhos do casamento com Hélder Botelho de Carvalho Martins: António José Aguiar Pereira Botelho Martins, licenciado pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade do Porto na área de Marketing Digital, é casado com Mariana Nogueira licenciada em Química pela Universidade do Porto pela Faculdade de Ciências e têm um filho o Henrique de 7 meses; Maria Teresa Aguiar Pereira Botelho Martins é licenciada em Ciências da Educação pela Uniiversidade do Porto e trabalho na área da Formação, na Força Aérea Portuguesa em Lisboa.
Maria Madalena Barros Aguiar Pereira (a Lelé)
Licenciada e Mestre em Ciências da Educação, na Área da Educação de Infância, pela Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, exerce funções de Educadora de Infância e Avaliadora Externa de Professores, trabalha e reside em Gondomar. Tem uma filha Maria Joana Barros Pereira Afonso Bento e tem dois netos: Maria Clara e João Afonso.
A filha Maria Joana Barros Pereira Afonso Bento é Licenciada e Mestre em Medicina pelo Instituto de Ciências Biomedicas Abel Salazar da Universidade do Porto, é médica de Medicina Geral e Familiar no SNS em Gondomar. Tem dois filhos a Maria Clara de 10 anos que está no 5.º Ano do EB e João Afonso que tem 8 anos e está no 2.º Ano do EB.
Carlos Manuel Barros Aguiar Pereira (o Carlinhos) licenciado em economia gestor comercial no CCDTCG casado com Maria Isabel Gonçalves Araújo de Aguiar Pereira, licenciada em direito e chefe de divisão dos RH da CMG.
Filhos Maria Luís Araújo Pereira de Aguiar, é mestre em medicina a concluir a especialidade em medicina geral e familiar na Unidade de Saúde Familiar de Fiães (ULS ENTRE O DOURO E VOUGA), Diretora Criativa na UNIQUE TEAM e treinadora e coreógrafa de patinagem artística, atualmente na Equipa Paredes Roller Team!
Carlos Manuel Araújo Pereira de Aguiar
Licenciatura em engenharia mecânica e mestre em mecânica de fluídos trabalha na Bosch Portugal.
João Miguel Barros Aguiar Pereira ( Joca ou Jãojão) Licenciado em Sociologia e Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Doutorado em Media Digitais pela Universidade do Porto e Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com a Universidade do Texas, em Austin (EUA). Professor universitário. Tem duas filhas: Madalena (do 1º casamento) e Sofia (do 2º casamento, com Carla Quintela Ribeiro, Professora do 1º Ciclo no Colégio de Gaia). Vivem em Gondomar. *Netas* : Madalena Cabeço Pereira de Aguiar, Estudante de Medicina na Universidade de Coimbra, onde vive com a mãe e Sofia Quintela Ribeiro Pereira de Aguiar, Estudante do 4º ano (Escola do Souto, em Gondomar).
Maria Isabel Barros Aguiar Pereira Guedes (Bia ou Isabelinha)
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica, advogada com escritório no Porto, casada com Manuel Baltazar Pinto Guedes (investigador criminal na Polícia de Segurança Pública), atualmente a frequentar o Curso de História na Universidade Aberta. Com eles vive, atualmente, a Mãe do 7 Magnficos “Xaninha”, na sua residência em S. Cosme, Gondomar.
Maria Manuela Barros Aguiar Pereira (Kika, Manelinha)
Licenciada em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade de Aveiro e é Mestre em Multimédia pela Universidade do Porto. Trabalha no Departamento de Tecnologias Educativas da Porto Editora e tem duas filhas do seu casamento com António Saiote: Beatriz Aguiar Saiote, de 20 anos, a estudar Tecnologias da Comunicação e Multimédia da Universidade de Aveiro, e Isabel Aguiar Saiote, de 16 anos, estudante do 11 ano na área das ciências sociais e económicas, na Escola Secundária Dr Manuel Laranjeira .
Vivem em Espinho.”
sábado, 6 de junho de 2026
O PAI FARIA HOJE 108 ANOS.
Ficam memórias, imagens, saudades! E os seus versos de juventude...
Vida - clarão que passa, sombra errante,
Que sempre se procura e, num instante,
Nos passa pela mão, despercebida!
- Caminho que se segue e se não sabe
Onde conduz... - Sonho que, ás vezes,cabe
Num sopro de ilusão da própria vida
terça-feira, 5 de maio de 2026
XANINHA 90 ANOS
XANINHA
Aos 90 Anos
(revisto a partir da IA)
Uma mulher clássica e moderna,
de passo firme e olhar sereno,
guardou no tempo a sua essência
com mãos de força e gesto pleno.
Foi porto seguro, raíz funda
mãe de coragem e dedicação,
avó de histórias, colo amigo,
bisavó de ternura e tradição.
Viveu de valores uma herança,
com a sua elegância natural,
e soube sempre abrir janelas
para o mundo novo e atual.
Entre costumes e mudança,
soube viver com distinção,
conservando o que é eterno,
nunca temendo a evolução.
Clássica na graça e no trajar,
e moderna nessa forma de ver,
fez da vida uma obra rara,
de convicções e de saber.
Noventa anos de presença
de amor, de exemplo e luz,
uma mulher de vários tempos,
que uniu, inspira e conduz.
Há mulheres e mães que são assim,
e permanecem no sentir profundo
das gerações a quem legaram
a marca do seu passar no mundo.
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a IA
Uma mulher clássica e moderna,
de passo firme e olhar sereno,
guardou no tempo a sua essência
com mãos de força e gesto pleno.
Foi raiz funda, porto seguro,
mãe de coragem e dedicação,
avó de histórias, colo antigo,
bisavó de ternura e tradição.
Vestiu valores como herança,
com uma elegância natural,
e soube sempre abrir janelas
ao mundo novo e atual.
Velhos costumes e mudança,
soube viver com distinção,
conservando o que era eterno,
sem temer a evolução.
Clássica na graça e no porte
moderna numa forma de ver,
que da sua vida fez fonte
de ensinamentos e saber.
Noventa anos de presença,
de exemplo, legado e luz,
uma mulher de vários tempos,
que une, inspira e conduz.
Porque há mulheres que não passam,
permanecem com valor profundo
como símbolo de elegância,
força e lugar no mundo.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
terça-feira, 7 de abril de 2026
MEU PAI partiu há 30 anos...
Um domingo de Páscoa, passado em Gondomar. A meio de uma conversa de família, em Espinho.
Ficam memórias, saudades, os versos, o exemplo...
terça-feira, 31 de março de 2026
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