segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

W 69 - A MARCHA MANUELA AGUIAR


Há muito que eu procurava o original de uma "marcha", que me foi simpaticamente dedicada pelo Maestro Moisés Pitta, em 1987.
Era um músico de talento, e um grande dirigente associativo português, no Rio de Janeiro, Maestro e o Presidente do "Orfeão Português" daquela cidade, que é das instituições mais antigas e prestigiadas da nossa comunidade. Natural da Madeira.
Nesse ano, convidei-o, a dirigir uma orquestra portuguesa no Teatro da Trindade, em Lisboa, e a fazer ouvir músicas suas, na terra pátria, pela primeira vez . Ele ficou muito sensibilizado, e nós deslumbrados com o espectáculo. Lembro-me de que gostei bastante da marcha que levava o nome do Consul de Portugal no Rio - ali presente. Felicitei-o, claro. Mas nunca me passou pela cabeça que viria a ser, também, homenageada com obra semelhante. Foi das coisas mais inesperadas da minha vida, aliás, bastante cheia de surpresas de toda a espécie...
Nunca a ouvi, e, com toda a certeza, não a vou ouvir nunca, porque, para isso, precisava de uma orquetra inteira.
Nem por isso deixa de ter grande significado para mim.
Que satisfação encontrar, intacta, entre discursos e outras coisas menores, a "Marcha Manuela Aguiar"!... Publicar, aqui, as primeiras pautas (ao todo são 72 páginas) é uma forma de homenagear esse amigo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

W68 - MARIA ISABEL BARROS AGUIAR PEREIRA

BRILHANTE ADVOGADA, A TEMPO INTEIRO


Maria Isabel Barros Aguiar Pereira, nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1968, em Gondomar.
Para a Xaninha e o Tónio, a sexta criancinha a alegrar um casamento feliz.
Linda e esperta, a olhar-nos com enormes olhos, muito vivos. Prometia!
Estava destinada a ser a minha afilhada, o que, naturalmente, muito me entusiasmava. Mas não seria... O convite mantinha-se firme, mas na data limite para a realização do baptismo - 15 dias após o nascimento, nem mais um dia, como mandava a tradição católica familiar - eu estava em Genebra, num curso do Instituto de Estudos do Trabalho da OIT, que se prolongou até fins de Abril. Não houve hipótese de alterar o destino.
Todavia, não perdi, verdadeiramente, a afilhada, porque sempre a considerei como tal. Só perdi esse três meses iniciais de convívio, que são os menos interessantes, na vida de um ser humano (na minha perspectiva, a de quem nunca teve filhos...).
Gosto dos pequeninos quando começam a revelar-se, e a perceber o que se passa à volta.
Esta menina era excepcional - e è!
Precoce em tudo! A falar, com frases completas e perfeita dicção. A cantar, afinadíssima e sem um lapso, em longas cantilenas. A dançar, incansável, com um talento que não viria a se aproveitado, nesse campo. Estou a vê-la, tão pequenina e graciosa, a agitar as ancas, em ritmo alucinante, no meio da sala de estar, da velha e agradável casa da Cónega. Ao som do "pick-up" do Tónio, que era também um apaixonado pela música.
Uma história que ficou célebre, e que é fácil de datar, porque aconteceu quando a Xaninha esperava a última filha, a Manela (estas duas irmãs, as mais novas, fazem diferença de pouco mais de dois anos ) :
A Isabelinha dizia a toda a gente que também estava grávida e "empinava" a barriguinha, para que parecesse grande e saliente. Nós achavamos - lhe imensa piada, mas a Xaninha não. Proíbiu-a de repetir a brincadeira. A minha Mãe, que gosta de provocar as criancinhas, perguntou-lhe, na visita seguinte à proibição, se o bébé dela estava a crescer muito, como o da Mamã. E ela, triste, explicava que não, que já não o tinha ... Mas, de repente, animou-se e continuou, noutro tom: "Não tenho o menino, mas tenho dois ratinhos na barriga! Estão agora a comer muito bem, com as colheres e um prato cor de rosa. Um está a ajudar o outro..." Prosseguiu, imparável, desenvolvendo um autêntico guião para desenhos animados...
Tinha , como vimos, dois anos, mais ou menos. Era mesmo especial. "The special one".
Foi uma aluna excelente - a única, numa "trupe" de cabulões. Inteligentes, mas não demasiado estudiosos, com gradações - as quatro raparigas completaram os seus cursos universitários, em devido tempo. Os rapazes, retomaram os estudos, recentemente, e andam, agora, a terminar as licenciaturas, e muito bem!
Depois do liceu, com notas a bater recordes, a Isabelinha seguiu a sua vocação jurídica, na Universidade Católica do Porto.
Fez o estágio e realizou o sonho de ser uma brilhante e dinâmica advogada, a tempo inteiro (é coisa em que eu, por exemplo, falhei totalmente - optando por um "centro de estudos", na função pública, e acabando por pedir a suspensão da inscrição na Ordem dos Advogados, após 5 anos de exercício muito intermitente e nada lucrativo...).
Esta minha experiência de vida, mais me faz admira-la . É tão bom, ver a nova geração ir mais longe do que nós!
Não consigo , em poucas palavras, completar o seu"retrato" , a menos que esgote uma lista de adjectivos encomiásticos...
Ela tem, hoje, 41 anos.
E é uma "promessa" cumprida - e que vai continuar a cumprir-se.
Alegre, enérgica, decidida.
Sempre pronta a avançar, a resolver os problemas dos outros, jurídicos, ou não, com humanidade, com seriedade. Com a capacidade de se indignar, de reagir contra as injustiças. De levantar a voz. De actuar!

Para além disso, sabe cuidar-se! Mantem a forma e a elegância, com longas caminhadas quotidianas, em passo rápido e com uma dieta sensata. A revelar força de vontade e tenacidade, sem se permitir avanços e recuos. E, claro,ainda canta e dança, maravilhosamente!
É a alma de qualquer festa, tão capaz de se divertir, como de trabalhar.
Se houvesse muitos mais portugueses assim, este País ía longe.
Parabéns, Isabelinha.



















quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

P31 - ANTÓNIO CARLOS PEREIRA DE AGUIAR

O NOSSO AVÔ "BRASILEIRO" E TÃO PORTUGUÊS!


António Carlos Pereira de Aguiar.
Nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1880, em Gondomar. Há 129 anos!
Hoje, ao fim do dia, enquanto passeava, em Espinho, à beira mar, pensava nele.
Nas vezes, sem conta, que atravessou este oceano, aproximando-se da "terra amada", como diria Camões, ansioso por abraçar os seus - uma multidão de joviais "Aguiares", entre os pais e mais de uma dúzia de irmãos, para além de afins, e sobrinhos, e amigos e, depois, a namorada Maria...
Quantas vezes partiu, saudoso, mas, como todos os expatriados jovens e bem sucedidos, pronto para retomar o fio dos negócios e enfrentar interessantes desafios no grande país tropical das oportunidades sem fim. E na mais bela cidade do mundo, que era o Rio de Janeiro, no início do século passado (assim pensava a Avó Maria, certamente de pleno acordo com ele).
E quantas viagens, já depois de casados, em cada nova travessia com um menino mais, porque a família crescia, crescia...
Vinham e iam, claro, na 1ª classe dos melhores paquetes (incluindo a "bábá" dos meninos).
Sei que gostavam da vida a bordo, que dançavam nas festas que se sucediam, feericamente, e faziam amigos, com facilidade. Formavam um belo casal - ela bastante mais alta, mas ele sem complexos e orgulhoso da sua graça e distinção, ainda que um pouco ciumento ...
Os meninos eram encantadores, como mostram as fotos (o que as fotos não revelam, "hélas", é as suas diabruras: as almofadas e outras possessões móveis do navio, que eles atiravam pela borda fora...). Enfim, havia formas de diversão para todas as idades!
Como não pensar, também , na casa construida por esse Avô - que não pudemos conhecer, por ter desaparecido, subitamente, com 46 anos, apenas.
A "Villa Maria". A casa dele, a nossa casa!
Os jardins com as belíssimas rosas, que ele cultivava, por suas mãos, e levava a concursos (ganhou vários prémios!). As árvores, de todos os frutos. Os mirantes e recantos, feitos para o convívio da família e dos amigos...
Um presente, que deixou a várias gerações. Através das recordações, que a simples memória desse "espaço Aguiar" nos traz, ele continua vivo.
As histórias do génio empresarial deste "Avô brasileiro", assim como do seu bom gosto, da sua cultura, da sua generosidade, do seu sentido de humor, chegaram, até nós, nos relatos da Avó Maria,
Pela memória se vive, e, por isso, ele não vai morrer nunca.







































W66 M - MÁRIO PAULO RAMOS CAETANO PEREIRA


UM ADVOGADO GENEROSO E DIVERTIDO
O Paulo nasceu no dia 7 de Fevereiro de 1962
Uma honra para a família e para a classe!
Um advogado que não só sabe bem falar e escrever, como é, na esfera privada, como no campo profissional, um exemplo da arte de bem viver.
Com competência, que não obsta à graça, à boa disposição permanente, à vontade de ajudar, e de resolver qualquer problema.
O Paulo "descomplica". E todos os mais espinhosos eventos acabam por ser pretexto para contar, depois, entre as gargalhadas da audiência.
O Paulo "é uma festa", neste sentido: com ele a conversa vira sempre uma animação ("one man show", se os circunstantes não o acompanharem!). E com natural simplicidade. É assim mesmo. Nasceu assim. É um dom, que tem e foi desenvolvendo.
Um esplêndido marido e pai, como há pouquíssimos, se é que há ...
Conservador, sim, CDS à moda antiga, mas só na política, e o mais liberal possível nas relações com os amigos e dentro da próprio círculo familiar restrito, coisa rara, ainda, neste norte de Portugal.
Casado com a Marta, que é linda, linda e encantadora! Têm dois filhos, que prometem dar que falar, e pelas melhores razões: a Francisca e o Alexandre.
Comentem, à vontade, a partir de 7 de Fevereiro!
Não haverá ninguém para me contradizer, mas há, certamente, imenso a acrescentar...
MANELA